Acabou de sair do forno o, muito esperado, Havoc And Bright Light da linda Alanis Morissette.
Quando começaram as notícias sobre um novo álbum no início desse ano, fiquei empolgado com a possibilidade de novas músicas de uma de minhas cantoras favoritas (desabafo parte um: mágoa por nunca ter ido num show dela, mesmo quando teve aqui pertinho, é grande). O motivo da minha empolgação deu-se, principalmente, devido ao álbum anterior, Flavors Of Entanglement, onde Alanis estava frágil, com sentimentos à flor-da-pele (e muito bem representados nas melodias e composições), tudinho resultado do término do relacionamento com o ator Ryan Reynolds (desabafo parte dois: fiquei com raiva dele e tanto dó dela).

Mas jogando a tristeza láá longe, Alanis parece ter encontrado sua paz, que está claramente representada na capa de seu novo álbum. Havoc And Bright Lights trâs a esposa, feliz, inteligente, intrigante e as vezes confusa (sem isso não seria a Alanis, né?) e o principal de tudo: mãezona!

Sinceramente, ainda estou digerindo alguma partes deste CD. A verdade é que não consigo compará-lo ao álbum anterior, que tanto gosto, pois ambos refletem fases completamente diferentes da vida da cantora.

Havoc… tem início com “Guardian”, que também é o primeiro single do álbum. Esta música pouco me atraiu por sua “previsibilidade”, uma artista como a Alanis pode mais, muito mais. Ok, admito que a melodia do início e o tom de voz da Alanis deixam o começo de “Guardian” lindo! Porém o refrão (ritmo e letra) me pareceram tão água com açucar.

O álbum tem sequência com a faixa “Woman Down”, uma versão da Alanis modernizada. Ouvi falar que esta faixa tem grandes chances de se tornar single, mas espero que não seja verdade. Apesar de “Woman Down” ser boa, existem outras melhores para representar o álbum.

Oba! Cheguei em “Til You”. Ahhhh o que dizer?! Nessa eu “derreti”, ouvi pela primeira vez enquanto estava cozinhando aquele almoço gostooooso (né?) e pensei “caramba, que música linda” e assim foi…deixei no repeat três vezes antes de continuar ouvindo o restante do álbum. A verdade é que “Til You” é suave, sincera, delicada e nostálgica – tenho vontade de fechar os olhos, sentir o vento tocar a na pele e respirar fundo, bem fundo (exagerei na emoção, me deixa).
O álbum prossegue com “Celebrity”, sinceramente não tenho muito a falar sobre esta faixa. A letra é um desabafo, acredito eu, sobre as celebridades atuais e tudo que elas fazem pela fama. Se eu gostei? A música é diferente, mas não mexe com as minhas emoções (tem que mexer, gente).
Na sequência tem “Empathy”, que é linda demais! Nela, Alanis traz uma voz delicada combinada com um tom suave que se torna marcante na melodia. Já o refrão é praticamente uma declaração de amor Thank you for seeing me, I feel so less lonely. Thank you for guiding me, I hear your bide, you empathy”. Vai dizer que não é lindo?

Próóxima, capitão! Chegamos a “Lens”, – também ouvi rumores que essa será single – e caso seja, concordo plenamente. “Lens” é  uma viagem no tempo, me senti visitando o Under Rug Swept (obra de arte da Alanis, simplesmente). É um som nostálgico e trás o melhor do passado, sem parecer datada. Nela Alanis canta “This does not feel like love, It’s your conviction ‘gainst my conviction” e se você é fã antigo, vai cantar junto, até perder a voz.
Agora chegamos em “Spiral” (nome legal, não? eu achei!). Aqui Alanis apresenta sua versão “soft-rock”. “Spiral” não é uma música calma, não é deprê e muito menos uma “You Outha Know” da vida. Mas mesmo assim é de qualidade. Quando a ouço penso em uma viagem de carro, em um som mega alto enquanto canto o refrão que começa com “Don’t leave me here with all these critical voices”.

“Numb”, é o ponto mais “dark” e “cru” do álbum. Aqui somos apresentados aos sentimentos escondidos e inseguranças de uma menininha frágil cantando “I run from the feeling and reach for the drug… I am lonely, I feel hungry and unloved, I feel angry, I am livid need a hug”. A melodia tem instrumentos que, a princípio não soam típicos nas músicas da cantora, mas funcionam muito bem e deixam a faixa surpreendentemente delíciosa. Não espere quebrar tudo ouvindo “Numb”, a verdade é que ela me lembra, e muito, a sonoridade do Deepeche Mode.
O álbum tem sequência com a faixa “Havoc” – minha preferida, tenho que dizer. Adoro a gentileza na voz, a letra querida, a fragilidade e sinceridade (sim, achei tudo isso) desse som. Todas as músicas que realmente mexem comigo me fazem viajar para lugares, com “Havoc” me senti, literalmente, dentro da capa do álbum e consegui compreender com mais clareza (se é que isso é possível) a essência do CD (Oi Alanis! gosto tanto de como você trás sentido em tudo o que faz).
“Win and Win” vem em seguida carregando um instrumental suave e  delicioso combinado com uma letra pura, sincera e motivacional. Também é uma de minhas favoritas, nela Alanis canta um hino da igualdade sobre como somos todos iguais. Garanto para vocês que é uma música-não clichê do tema, ok?
“Receive” é uma agradável surpresa (o cd começou capengando, mas fica melhor a cada faixa). Queria muito um clipe, e acredito que se este álbum possui alguma música “mais comercial”, é essa. O refrão é poderoso, porém leve (não deu pra entender, né? então corre ouvir).

“Edge Of Evolution” fecha o CD com elementos eletrônicos. Considero essa faixa uma sequência de “Numb”, soa como a continuação da história, onde Alanis supera os sentimentos ruins.

Enfim, meus amigos…Havoc And Bright Lights apresenta uma Alanis um pouco diferente. Ela colocou um dedinho no eletrônico sim, mas não confundam! O eletrônico de Alanis não é aquele que está popularizado no mundo e sim, uma versão mais alternativa e curiosa. Definitivamente ouvi-lô é uma experiência, é preciso ter carinho e prestrar anteção nas letras e melodias. Pois nesse álbum você vai perceber muita sinceridade.