#Review: em Rebel Heart, da Madonna, as coisas parecem ter mudado um pouco

Madonna não é mais a mesma, e nem precisa ser, de fato ela é a realeza do pop. Graças a sua coragem muitas barreiras foram quebradas na música pop, ela é a precursora do pop atual e sempre será lembrada. Fim, nada mais precisa ser feito.

Porque digo isso? Porque não acredito que devemos tratar um novo álbum da Madonna como o de uma novata, pare de procurar por #1 hits e pare de procurar por números. Madonna já teve isso inúmeras vezes, talvez muito mais do que qualquer outra cantora atual chegue a ter. São poucas que conseguem durar tanto tempo. Fim.

Como já citei neste blog, não me considero um fã da Madonna – sim, sei de sua importância – mas poucas vezes me senti conectado com suas músicas. Tive a sensação que seus últimos álbuns soavam desesperados por um hit e as músicas eram construídas com letras bobas e superficiais, beirando cantoras teen (horror de Give Me All Your Luvin’, ok?)
Em Rebel Heart, as coisas parecem ter mudado um pouco, não identifico essa superficialidade de trabalhos anteriores, mas sim um álbum suave, sincero e despretensioso. É claro, existem falhas, mas em alguns momentos aquela Madonna que tem algo pra declarar e compartilhar com o mundo aparece. Infelizmente no decorrer do álbum isso acaba se perdendo, músicas como Unapologetic Bitch (que eu odiei), HeartBreakCity, Hold Tight e Body Shop são tão desnecessárias que, depois de ouvir várias vezes, continuo não lembrando da melodia. Porém outras são tão boas e marcantes que fazem o álbum brilhar. Living For Love é linda demais e traz uma sonoridade madura, mas super viciante e envolvente. Illuminatti também se destaca, de forma sombria, mas super divertida. Iconic é uma de minhas favoritas, soa extremamente criativa e original, tem um refrão matador.

Enfim, para ser sincero ainda não consigo ter uma opinião completamente formada sobre o este álbum, tem faixas ótimas e outras nem tanto. Minha expectativa, por causa da grandiosidade de Living For Love e outras demos vazadas, era que o álbum soasse mais melódico, mais épico e mais grandioso. O resultado obviamente não foi esse, Rebel Heart é bem mais pop/r&b/hip hop do que aparentava ser, mas nada de errado com isso. É o que é.

 

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