Sabor de A.K.A., Novo Álbum da JLo

JLo voltou mesmo as origens com A.K.A, seu novo álbum (lançado hoje). O trabalho volta ao estilo urban e deixa a EDM, tão explorada no Love?, de lado. Abaixo segue uma resenha faixa a faixa do projeto:

#A.K.A (Feat. T.I): a faixa título abre o álbum muito bem. Resume os estilos músicas presentes nas demais faixas (ao menos na maioria). A presença do rapper T.I. faz toda a diferença e torna a faixa ainda mais poderosa. É uma declaração do que está por vir.

#First Love: a segunda faixa soa estranha, simplesmente porque não se encaixa na sonoridade do restante do álbum. Já havía comentado, First Love é puramente POP e encaixaria-se melhor no álbum Brave, de 2007. A faixa, para mim, é fraca e tem letra “bobinha” para uma performer do calibre de Jennifer. Nunca vou enteder a escolha como single.

#Never Satisfied: é uma mega surpresa (e das boas)! A faixa é uma balada explosiva e bastante sincera, aos moldes de Until It Beats No More (umas das pérolas do álbum anterior, Love?). O único ponto negativo é a falta das guitarras que foram usadas na performance ao vivo da faixa. Soava mais rock, mais agressiva e parecia combinar perfeitamente.

#I Luh Ya Papi (Feat. French Montana): por mim, teria sido o hit do ano. A faixa é diferente, ousada e viciante ao extremo. Encaixa-se perfeitamente nos padrões de qualidade Jenny From The Block eGet Right. É uma de minhas favoritas.

#Acting Like That (Feat. Iggy Azalea): é a primeira parceria da JLo com uma cantora. A faixa é bacana, 100% urban, mas infelizmente não tem cara de hit global (talvez de certo nos EUA). O que é uma pena, JLo e Iggy, juntas, poderiam ser destruidoras nos charts. Mas vai saber, estou ouvindo-a a alguns dias e tenho gostado cada vez mais.

#Emotions: foi escrita em colaboração com Chris Brown e é uma das faixas mais lindas e profundas do A.K.A. A melodia é tão suave e o vocal da JLo tá frágil e cheio de emoção. Definitivamente um ponto alto do álbum e, em algum momento – espero que aconteça – merece um belo clipe. Minha única critica é para um pequeno detalhe da letra: “I feel good, cause I don’t feel bad / Eu me sinto bem, pois não me sinto mal”, como você aprovou isso JLo?

#So Good: é gostosa e despretenciosa. Combina muito com uma jantinha e um clima de romance. Super sensual, a faixa é para aqueles momentos.

#Let It Be Me: balada 100% latina, lembra a JLo de Como Ama Una Mujer (seu álbum em espanhol). É interessante ouvirmos esse estilo com uma letra em inglês. A faixa é, sim, bem bonita, mas comparada com outras baladas do álbum, não tem grande destaque.

#Worry No More (Feat. Rick Ross): o hip hop vem com força nessa faixa, uma midtempo saborosa, adulta e boa de ouvir. Em parceria com Rick Ross, WNM deve agradar muito os antigos fãs da Jennifer Lopez.

#Booty (Feat. Pitbull): a parceria com Pitbull (agaaaaain), acredite se quiser, é uma das melhores – se não a melhor – faixa do A.K.A. Produzida pelo ótimo e lindo Diplo, Booty tem uma sonoridade que nos lembra a antiga JLo, mas traz elementos (inclusive indianos) nunca explorados por ela antes. O que funciona de uma forma fantástica! Parece soar como a evolução perfeita para o estilo musical da nossa Jenny From The Block.

A faixa tem um refrão que gruda na cabeça mesmo! Minha única consideração negativa é: porque não pensaram em colocar a Iggy Azalea nessa faixa, ao invés do Pitbull? Afinal, assim como Jennifer Lopez, Iggy tem um “Big Booty” e já explorou uma sonoridade similar em seu single Bounce. Se A.K.A tem um grande hit para explodir no mundo, Booty é a faixa!

#Tens (Feat. Jack Mizrahi): EXTRAVAGANZA!! RuPaul deve estar morrendo de inveja dessa faixa. Tens segue a qualidade e empolgação de Booty e é tão boa quanto! Super divertidade e inovadora (para JLo). A faixa é ousada, sexy e bem diva. A letra é cheia de palavrões e frases de comando. Tens deve ter sido a inspiração para o estilo dominatrix da capa de A.K.A, porque é isso que a faixa nos apresenta, uma JLo cheia de atitute, força e presença, mostrando que veio para comandar! Uma pena ter entrado apenas na versão deluxe do álbum.

Todo mundo cantando! “Look at me, look at me, bitch / Look at me, look at me, bitch / M to the I to the motherfucking Z / You can’t help but look at me”

#Troubeaux (Feat. Nas): assim como Worry No More, é bem hip hop. A nova parceria com Nas é praticamente um flashback da época em que, juntos, fizeram I’m Gonna Be Alright (Remix). Troubeaux é uma midtempo deliciosa. Não a vejo como single, mas encaixa-se bem na proposta do A.K.A.

#Expertease (Ready Set Go): de longe percebemos que tem colaboração da Sia (a faixa tem vários elementos comuns nas faixas da cantora). Não que isso seja algo ruim, Expertease começa bem calminha e explode no refrão. É um estilo diferente do que estamos acostumados a ouvir de JLo, mas funciona bem.

#Same Girl (Feat. French Montana): foi o primeiro “gostinho” que tivemos do A.K.A, ainda lá em janeiro. Na nova versão French Montana (o mesmo de I Luh Ya Papi) traz seu toque a faixa. Same Girl é um urban super viciante, principalmente no refrão! Dá vontade de cantar junto!

Resumindo, A.K.A é um bom álbum, tem pequenas falhas, mas é uma grande – e adulta – evolução se compararmos ao anterior Love?. Quem amava a antiga JLo, com certeza ira amar o A.K.A, que apresenta um urban muito bem trabalhado e modelado ao mercado de 2014.

Se vai ser um sucesso de vendas? Provavelmente não, mas desde quando isso é certificado de qualidade?

Sabor nota 9!