Sabores de Ultraviolence da Lana Del Rey

O novo álbum da Lana del Rey, Ultraviolence, já esta na internet e pode ser ouvido na íntegra. O material tá bem diferente do Born To Die em vários aspectos e merece toda nossa atenção. Confira a review para cada música abaixo:

#Cruel World: de cara me lembreu da extinta banda The Verve (aquela de Bittersweet Simphony). Cruel World é super emotiva e, literalmente, de arrepiar. A música já abre o álbum mostrando que, diferente do Born To Die, Ultraviolence chega com uma proposta mais Indie Rock e menos Indie Pop.

#Ultraviolence: espero que, em algum momento, seja single e tenha um clipe bem lindo, daqueles que só a Lana sabe fazer. A música merece, a melodia e letra são fantásticas.

#Shades Of Cool: é tudo o que espero de uma boa faixa da Lana, é dark, profunda e bem sentimental – toca lá dentro mesmo! Para mim, impressionou ainda mais que West Coast. Shades Of Cool tem aquele toque todo especial que faz eu querer ouví-la no repeat.

#Brooklyn Baby: a faixa grita para ser single. A melodia, que tem um início doce e suave, vai sendo misturada a elementos mais pesados que, tanto na melodia, quanto no vocal maravilhoso da Lana, parecem combinar perfeitamente. A letra “I think we’re like fire and water / I think we’re like the wind and sea / You’re burning up, I’m cooling down / You’re up, I’m down / You’re blind, I see / But I’m free” é linda demais e demonstra como a faixa consegue transitar, deliciosamente, entre a doçura e a melancolia.

#West Coast: primeiro single do Ultraviolence (o que não é novidade pra ninguém). West Coast é viciante e, de certa forma, apresentou a essência do álbum muito bem. Cumpre um ótimo papel de first single.

#Sad Girl: ok, se pudesse ficaria ouvindo essa música por horas. Apesar do título, Sad Girl é a faixa mais sexy do álbum. Da para imaginar facilmente um ambiente com luzes suaves, uma taça de vinho e movimentos bem ousados (oi?). Afinal, não é a toa que Lana canta “I’m a bad girl, I’m a bad girl”.

#Pretty When You Cry: essa faixa p-r-e-c-i-s-a ser ouvida com os olhos fechados. Tente fazer isso e preste total atenção na letra e na interpretação vocal da Lana. Da para sentir muito bem a honestidade e fragilidade da música. Gostei muito!

#Money Power Glory: já comecei a gostar dessa música pelo título (achei divertido). Quando ouvi pela primeira vez então… só tive mais certeza da maravilha que é. O refrão é explosivo e dramático, da um super contraste com o resto da música. Também torço para que seja single, já que é uma de minhas favoritas.

#Fucked My Way To The Top: talvez essa seja a música mais polêmica do Ultraviolence, Lana disse em entrevistas que a faixa é sobre outra artista, possívelmente Lorde. Seja qual for a realidade sobre o acontecimento, valeu a pena para inspirar na criação de uma ótima música. Fucked My Way To The Top é a auto-afirmação da Lana. A faixa é para ela, o mesmo que Diva é para Beyoncé ou que Vanity é para Christina Aguilera.

#Old Money: até o momento Old Money foi a faixa que mais ouvi. A “delicadeza obscura” (falei bonito) aplicada a ela é impressionante. Old Money parece uma irmã mais velha – e com mais experiências de vida – de Video Games, faixa do álbum anterior.

#The Other Woman: bem treatral, se encaixaria perfeitamente num músical dos anos 80. Sinceramente é uma das que menos gostei, não chega a ser ruim, mas parece não encontrar seu lugar no Ultraviolence.

#Black Beauty: linda, linda, linda! Bastante profunda e surpreendente. Os vocais e a melodia nos envolvem de uma forma que se torna impossível parar de ouvir.

#Guns And Roses: mais uma faixa que me lembra, e muito, a banda The Verve. A melodia tem um ar bem underground, o que faz dela uma das faixas mais despretensiosas do álbum, em todos os sentidos.

#Florida Kilos: é uma das mais “animadas” do álbum. Mas nada de se empolgar, não é nenhuma uptempo. Isso não faz o estilo da Lana. Florida Kilos é gostozinha e divertida, definitivamente não é o momento de glória do álbum, mas serve muito bem para descontrair de toda a carga emocional apresentada nas faixas anteriores.

De modo geral, o Ultraviolence apresenta uma consistência incrível nas músicas e, em nenhum momento, não soa confuso. Muito pelo contrário, está muito bem estruturado e mostra um lado da Lana diferente do que havíamos visto em Born To Die. Aqui ela apresenta emoções mais cruas e sinceras. As músicas vem do coração e não de uma jogada de marketing para chegar ao número 1 das paradas.