Resenha: Taylor Swift e o seu 1989

O primeiro álbum, inteiramente pop, da garota que vende milhões já está entre nós! Então aqui vai uma resenha de cada faixa:

Welcome To New York: abre o 1989 quebrando tudo! A inspiração nos anos 80 é clara. A faixa celebra NY de forma divertida, apaixonante e no melhor estilo “curtir a vida”. Prestando atenção na letra “É uma nova trilha sonora, eu poderia dançar ao som desta batida, batida / Para todo o sempre / As luzes são tão brilhantes / Mas elas nunca me cegam, me cegam / Bem-vindo a Nova York” da pra mergulhar nessa sensação, nesse mundo “novo e cheio de possibilidades”. Até mesmo sem conhecer NY.


Blank Space:
“Tenho uma longa longa lista de ex namorados / Eles te dirão que sou maluca / Porque, você sabe, eu amo os jogadores / E você ama o jogo”. Aqui Taylor trata de suas relações de forma sincera e despretenciosa e, diga-se de passagem, não poderia ser mais autoral. A melodia é harmônica e suave, mas não menos divertida por isso. É uma mid-tempo com um refrão que convida a cantar junto.


Style:
Como já é de costume, todo álbum da Taylor tem o “namoradinho alvo”. Foram tantos que já perdi a conta… mas já ouvimos músicas sobre Joe Jonas; Jake Gyllenhaal; John Mayer e agora sobrou pro Harry Styles. E gente, será que essa música é pra ele? O nome da faixa da uma dica – bem direta – não? Achou pouco? Então vê a letra: “Você tem esse cabelo comprido, penteado para trás e blusa branca / E eu tenho a aparência de uma boa garota E uma saia justa.” Mas ok Taylor, continue fazendo músicas sobre seus namoros porque o resultado costuma ser muito bom.


Out Of The Woods:
MELHOR FAIXA DO ÁLBUM. Desde a primeira vez que ouvi to completamente viciado. Letra forte, melodia crua e explosiva, vocais sinceros e um refrão que não sai da cabeça por nada nesse mundo. Por favor Taylor, corre fazer um clipe dessa faixa! Tá na hora de definir Out Of The Woods como a melhor balada da sua carreira.


All You Had To do Was Stay:
Tenho a impressão que essa faixa estaria melhor colocada no álbum anterior, Red. Parece não combinar com a proposta do 1989. Sim, é divertida, adorei os gritinhos ao fundo com “staaaay”. Mas mesmo assim, comparada as anteriores, perde um pouco a graça.


Shake It Off:
Já falei dessa faixa aqui.


I Wish You Would:
Aqui Taylor desabafa suas vontades, desejos e arrependimentos em relação a mais um amor perdido. E outra vez deu certo! A letra é linda “Eu queria que pudéssemos voltar para nos lembrarmos o motivo de nossas brigas / Eu queria que você soubesse eu sinto muito a sua falta para ficar com raiva agora / Queria que você estivesse aqui, agora, está tudo bem. eu queria” A melodia é mais pesada e adulta, seguindo a linha de Out Of The Woods.


Bad Blood:
essa é a faixa que fala da Katy Perry? Se for, Taylor definitivamente cria seu melhor quando está brava ou decepcionada. As letras de suas músicas, diferente de muita coisa por aí, tem sentido. Isso é bem raro hoje em dia, né? Mas enfim, Bad Blood traz a Taylor um pouquinho mais raivosa, se isso for possível. Aqui ela mostra pra ex-amiga como está decepcionada com o que o que aconteceu e não quer mais nem saber. Ta bom, Taylor, entendemos o recado! Será que a Katy também entendeu?


Wildest Dreams:
junto com Out Of The Woods, é um dos maiores destaques do álbum pra mim. Tem uma melodia dark, misturada com vocais suaves e um refrão bem construído. Ouço repetidamente.


How To Get The Girl:
é o ponto franco do álbum. Tem influências country bem claras e que não se encaixam num álbum puramente pop. Coloca como bonus track do Red.


This Love:
Depois da chatinha How To Get The Girl tem essa faixa incrível pra compensar. Apesar do título genério, a faixa não é. Aqui Taylor é simples, frágil e sincera, deixando os vocais e a letra expressarem todo sentimento.


I Know Places:
não gostei muito do início, pareceu chatinho e repetitivo. Mas o refrão surpreendeu, quando chega lá, parece outra faixa. Nos faz gostar, ou melhor… viciar.


Clean:
tem tudo para ser uma boa faixa. Mas é bem parecida com muita coisa feita pela própria Taylor. Então é mais do mesmo, não faz muita diferença. Clean fala do tempo de recuperação para um coração partido; todo o sofrimento até se sentir “limpa”.


Wonderland:
volta a animação e ao pop chiclete do álbum, que havia sumido ainda lá em Shake It Off para dar espaço a faixas mais sentimentais. Wonderland é super divertida e os “e, e, e, e, e…” do refrão ficam grudados na cabeça, mesmo.


You R In Love:
mais uma balada profunda, simplista e sentimental. Dá pra dizer que é irmã de This Love. Também é uma de minhas preferidas. Aqui Taylor narra a sensação de estar apaixonada: “Você pode ouvir no silêncio, silêncio / Você consegue seguir no caminho para casa, casa / Você consegue ver com as luzes apagadas, apagadas / Você está apaixonada, amor verdadeiro.”


New Romantics:
Só eu que senti uma influência da amiga, Lorde, nessa faixa? Taylor pegou o estilo da cantora e transformou num pop animado. Deu certo, New Romantics é uma faixa que se destaca ao encerrar o álbum.

No 1989 Taylor fez o que disse que faria, um pop divertido, descontraído e que é a sua cara. As músicas são uma mistura gostosa que, em alguns momentos, nos remetem aos anos 80. A sonoridade não é totalmente inovadora e surpreendente – e ninguém disse que seria – mas nem por isso perde sua qualidade. Para o que se propõe está ótimo!

Esse álbum não é uma virada de 180º na carreira da loira, porque afinal essa transição do country para o pop foi acontecendo naturalmente a cada álbum lançado. Mas com certeza o 1989 é um belo destaque na discografia da Taylor Swift.

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