Sabores de I Am, novo álbum da Leona Lewis

Antes tarde do que nunca, não é? Finalmente fiz a review do I Am, novo álbum da Leona Lewis. Demorei porque precisava digerir o conteúdo um pouco mais, queria entender bem o conceito desse trabalho e como ele foi aplicado, mas preciso ser sincero, não deu.

É claro que Leona tem trabalhado muito na auto-confiança em I Am, refletindo suas últimas experiências de vida e ajudando os fãs a confiarem mais em si mesmos. O problema é que na pratica isso só funcionou nas letras, deixando a sonoridade bem confusa.

Fire Under My Feet (primeiro single) certamente é a faixa mais radiofônica e o restante do álbum não carrega esse poder, nem mesmo é influenciado pela sonoridade dessa maravilha (deveria ter sido).

 

Faixas como Ladders e Another Love Song, que são carregadas de um EDM super batido, não trazem novidade alguma e são extremamente genéricas e entediantes até mesmo dentro de seu próprio gênero. Parecem b-sides de algum hit do passado de Leona.

É claro, além do primeiro single existem outras faixas que merecem destaque e uma delas (minha favorita) é Power, uma balada delicada que explode no refrão permitindo que Leona explore todo o seu talento vocal. The Essence Of Me também não fica para traz, lembra baladas de álbuns anteriores e flerta com o EDM de uma forma super sutil, mais um ponto forte. Thunder, segundo single, tem seu valor e merece destaque por ser forte e munida da “liberdade” que expressa perfeitamente o conceito que Leona quis transmitir nesse projeto.

 

Como fã preciso dizer que I Am foi uma “pequena” decepção. Afinal esse era o momento para Leona se reinventar: com nova gravadora e mais liberdade criativa, sinto que tudo foi mal explorado/executado.

Entendo que I Am não é um álbum comercial, não está forrado de hits. Então vamos partir do principio que o trabalho foi criado para ser mais orgânico, certo? Sem foco nas paradas músicas. O problema é que nem aí o álbum se encaixa, ele não é orgânico, indie, conceitual ou como queiram chamar. Ok, pode até beirar todas essas vertentes, mas – infelizmente – fica em cima do muro.

 

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